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A pedra no sapato da Dumont FM

Na semana passada estive nas cidades de Osasco e Barueri (região metropolitana de São Paulo) e, nas duas ocasiões, voltei ao centro de São Paulo ouvindo a Dumont FM de Jundiaí (104.3 MHz). Já tinha ouvido a rádio antes, mas prestei mais atenção nessas últimas vezes. E me surpreendi com o que ouvi.

A Dumont não fica devendo nada às concorrentes paulistanas, mesmo sendo a maioria das rádios "jovens" de São Paulo cabeças de redes bem estruturadas. Os programas, as promoções, a plástica... tudo tem jeito de rádio grande. Parece estar mais "pronta" que a Expressão FM, por exemplo, que até pouco mais de um mês quase não tinha vinhetas.

Acho que "a rádio que pega" só não "pegou" em São Paulo justamente por não pegar em todo lugar - trocadilho péssimo, mas inevitável. É difícil sintonizar a emissora na capital paulista porque o sinal da Tupi FM (104.1 MHz) é mais forte na maioria dos bairros, chegando, muitas vezes, a cobrir totalmente o sinal dos 104.3 MHz.

No ano passado, a Dumont aumentou a potência do transmissor e transferiu a torre para a Serra do Japi - ponto mais alto da cidade, de onde também parte o sinal da 105 FM. Em Osasco, nas demais cidades da região oeste da Grande São Paulo e em alguns bairros da zona oeste da capital (como Jaguaré, Vila Leopoldina ou Lapa) a interferência da Tupi não é forte a ponto de cobrir o sinal da Dumont e, em alguns pontos, o sinal da rádio de Jundiaí é mais forte que o da Tupi.

Se a emissora sertaneja "andasse" um pouco mais para a esquerda do dial, a Dumont poderia ter um desempenho em São Paulo semelhante ao da 105 - já comentei isso aqui, inclusive.

Essa pedra no sapato da Dumont é uma coisa boa para o rádio de Jundiaí. Todas as outras emissoras da cidade (105, Gospel e Mundial) instalaram suas torres na Serra do Japi e passaram a "falar" para São Paulo. Enquanto a Tupi for mais forte, Jundiaí continua com a Dumont. Depois disso, acho muito difícil. Ou alguém acredita que Dumont mudou para o Japi sem pensar no mercado paulistano?

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