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Prédio da Bloch sem compradores

Mais um capítulo da última e mais duradoura novela da Manchete - a que envolve o pagamento das dívidas do Grupo Bloch aos ex-funcionários - aconteceu na semana passada. O desfecho do capítulo tem cara de reprise, mas o registro é válido, até pra não deixar a informação passar batida por aqui.

Em 26 de agosto comentei uma notícia sobre novo leilão do edifício sede da Bloch Editores, marcado para o último dia 17. O lance mínimo previsto era de R$ 39,9 milhões.

A tentativa de venda ocorreu na data marcada, mas terminou sem compradores. O leiloeiro Fernando Braga disse ao Comunique-se que "25 empresas de grande porte demonstraram interesse, mas nenhuma apresentou proposta", devido à "indefinição da crise no mercado americano".

A reportagem informa que o valor mínimo não seria capaz de saldar as dívidas nem dos processos trabalhistas já julgados, uma vez que estes totalizam R$ 15 milhões em débitos e que a Fazenda tem prioridade no recebimento de R$ 25 milhões. Ex-funcionários informaram ao Estadão que o volume total da dívida está perto dos R$ 50 milhões.

No final de outubro será leiloado o acervo fotográfico da Bloch, com valor mínimo de R$ 2 milhões. Não há data marcada para novo leilão do edifício, que continua ocioso.

Enquanto isso a Bloch Som & Imagem comercializa esporadicamente novelas dos últimos anos da Rede Manchete e a Rádio Manchete AM (760 KHz – Rio de Janeiro), que ainda pertence aos Bloch, continua arrendada ao grupo do Miguel Nasser.

Anúncio do leilão do edifício da Bloch no site do leiloeiro (www.fernandobraga.lel.br)

SAIBA MAIS
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080917/not_imp243027,0.php
http://www.comuniquese.com.br/conteudo/newsshow.asp?op2=&op3=&editoria=8&idnot=48402

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