|
Tweet
|
Sempre que ouço alguém dizendo que o rádio está morrendo, discordo e falo sobre as características que só o rádio tem e sobre como todas as mídias sempre conviveram e convivem sem que uma necessariamente extermine a outra. Mas está ficando difícil acreditar na longevidade do rádio AM, não só porque ele depende urgentemente da digitalização para ter qualidade de som e voltar a ser competitivo - situação que está cada vez mais dependente do desligamento da TV analógica e do consequente aumento do espectro do FM, programado para depois de 2016 -, mas também porque parece que os empresários do setor fazem de tudo para que o AM morra mais rápido.
Dessa vez, nem vou chover no molhado sobre o crescimento da tendência em repetir as principais emissoras do AM no FM e sobre como isso diminui o número de opções no FM ao mesmo tempo em que contribui para deixar o AM mais e mais irrelevante (e olha que nesta semana foi noticiado que a Rádio Globo estaria negociando um canal no FM em São Paulo para repetir a programação da Rádio Globo AM, como faz no Rio). Quero falar sobre o fim repentino da Rádio Record de São Paulo.
Literalmente da noite para o dia, a emissora demitiu todos os funcionários e passou a operar no "vitrolão". Ainda não se sabe se a ideia é passar a Rede Aleluia para os 1000 kHz e deixar os 99,3 MHz livres para a tal da Rádio Record News, ou se é apenas um corte de gastos, num momento em que gente da Igreja Universal prega contra a programação da TV Record. No vídeo abaixo, o jornalista José Armando Vannucci fala mais sobre o corte de gastos que atinge todo o grupo:
Desde ontem, o blog Radioamantes tem trazido a cobertura sobre o assunto, com vários updates. Entre eles, a íntegra de uma nota divulgada pela assessoria de imprensa da Record, que reproduzo aqui:
Leia a cobertura completa do blog Radioamantes sobre a demissão em massa na Rádio Record
Uma coisa ninguém comentou, mas vale lembrar. Esse corte de gastos ou reposicionamento aparece justamente num momento em que a Rádio Record investia no aumento da rede. Em junho, entrou no ar oficialmente a Rádio Record Rio de Janeiro (990 kHz) e, em julho, a Rádio Record Santa Catarina (1470 kHz) - reforçando a incoerência do pensamento dos empresários do rádio.
Dessa vez, nem vou chover no molhado sobre o crescimento da tendência em repetir as principais emissoras do AM no FM e sobre como isso diminui o número de opções no FM ao mesmo tempo em que contribui para deixar o AM mais e mais irrelevante (e olha que nesta semana foi noticiado que a Rádio Globo estaria negociando um canal no FM em São Paulo para repetir a programação da Rádio Globo AM, como faz no Rio). Quero falar sobre o fim repentino da Rádio Record de São Paulo.
Literalmente da noite para o dia, a emissora demitiu todos os funcionários e passou a operar no "vitrolão". Ainda não se sabe se a ideia é passar a Rede Aleluia para os 1000 kHz e deixar os 99,3 MHz livres para a tal da Rádio Record News, ou se é apenas um corte de gastos, num momento em que gente da Igreja Universal prega contra a programação da TV Record. No vídeo abaixo, o jornalista José Armando Vannucci fala mais sobre o corte de gastos que atinge todo o grupo:
Desde ontem, o blog Radioamantes tem trazido a cobertura sobre o assunto, com vários updates. Entre eles, a íntegra de uma nota divulgada pela assessoria de imprensa da Record, que reproduzo aqui:
A Rádio Record informa que a partir deste sábado, dia 06 de agosto, terá nova programação.
A partir de agora, por razões estratégicas, a emissora passa a transmitir música e informações jornalísticas.
A mudança de trajetória visa atender as expectativas do mercado do Rádio AM brasileiro.
Leia a cobertura completa do blog Radioamantes sobre a demissão em massa na Rádio Record
Uma coisa ninguém comentou, mas vale lembrar. Esse corte de gastos ou reposicionamento aparece justamente num momento em que a Rádio Record investia no aumento da rede. Em junho, entrou no ar oficialmente a Rádio Record Rio de Janeiro (990 kHz) e, em julho, a Rádio Record Santa Catarina (1470 kHz) - reforçando a incoerência do pensamento dos empresários do rádio.












Conteúdo próprio sob licença
8 comentários:
Nossa, estão sucateando o Rádio AM cada vez mais e mais... Alguém tem que fazer alguma coisa antes que esse setor se acabe de vez... Rádio AM não pode sucatear desse jeito...
Aí é que está´o x da questão.
Eu não aprecio o estilo da rádio, mas lamento pelo amadorismo dos diretores. Não ouviram nunca falar de aviso prévio?
Depois que o Sr. Tuta falou que rádio digital é perda de tempo, eu não duvido de mais nada.
A salvação do AM, com suas potências absurdas numa época de pensamento ecológico é a digitalização. <Mas qual dono de emissora quer investir nisso?
Oi, Anderson. Passando para um alô. Isso aqui tá cada vez melhor, heim?
Obrigada pelos blogs recomendados. ;)
Sobre o post, não conhecia nem nunca ouvi a Record AM, mas deu vontade de perguntar sobre a Record News FM. Será que vem? Quando?
Penso que deveriam investir mais em webrádios e podcasts tb ao invés de simplesmente extinguir uma rádio. Afinal, o que mais "vemos" é a repetição da repetição, pouco ou nada se diferencia.
Por curiosidade vcs poderia incluir no blog a listagem de rádios am e fm em SP? Tenho nem idéia e como és uma enciclopédia do veículo ....
Abração.
Infelizmente acho que a rádio AM está morrendo, pelas razões já expostas e principalmente pela dificuldade de sintonizar as mesmas. Moro num bairro de SP, e tinha plena facilidade de acesso as emissoras AMs, principalmente as noticiosas, mas agora é quase inpossível. (Pan, ESPM Estadão, Bandeirantes e CBN. Ainda bem que ainda tem o FM.
Outra que vai pelo mesmo caminho, em breve, é a Cultura Brasil. De fato, acabou o AM. Nem receptor estão produzindo mais. A comunicação do AM está migrando para o FM, embora sem o perfil popular, e as músicas do FM estão nos MP3 players da moçada.
muito ruim isso tudo, acho na verdade que; o que ta pegando mesmo é esse lance de igrejas ficarem comprando espaços em radio e tv. trata se de pessoas sem o menor tino pra coisa e que, tudo o que pensam é na "obra". enquanto nao surgir uma lei que proteja o patrimonio radiofonico, esses pr.. farão o que quiserem.. e o radio certamente morrerá; nao só o AM quanto o FM tambem..o governo deve lembrar que o radio, é patrimonio da humanidade, e tem uma linda história, os interessados em arrendar emissoras de radio, devem ser obrigados pelo governo a manterem o perfil da programaçao e nunca possuirem uma frequencia por mais de 12 hs. no caso da record, tv e radio, esta fora comprada efetivamente pela IURD, e de la para cá a unica competitividade observada foi no caso da tv record, o resto.... acredito que programas evangélicos devem apenas serem exibidos em hoario noturno (madrugada) do contrario o radio morrerá sim. lembremo nos que; radio, é cultura! sempre foi... o grande guerreiro das comunicaçoes que sobreviveu ha vairos temporais.
fiquei muito triste quando liguei o meu radio que não ouvie mais os meus amigos radialista na radio fiquei muito triste pois eles faziam parte do meu diaa dia. lamento muito.
Postar um comentário