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A vergonha de Bóris Casoy

"Feliz 2010!"

A frase acima, dita por dois garis, poderia ser uma forma simpática do "Jornal da Band" mostrar os desejos das pessoas para o próximo ano, mas acabou se tornando base para o comentário mais ridículo do jornalismo da emissora em 2009 - e que nada mais foi do que um reflexo exagerado dos comentários que o "âncora" do "Jornal da Noite", Bóris Casoy, fez ao longo do ano.

Nem vou contar a história, que deu o que falar no Twitter neste primeiro dia de 2010. Veja o vídeo:



Não é novidade que Bóris Casoy é preconceituoso e reacionário. Sua presença em qualquer veículo representa, automaticamente, que a linha editorial adotada é a mais atrasada possível. E é isso que ele tem agregado ao jornalismo da Band, tão elogiado em outras épocas.

O "Jornal da Noite" é um show de distorções, com comentários ressentidos, ataques que beiram difamações e defesa de interesses privados em detrimento de interesses públicos. E, infelizmente, isso tem demonstrado ser a tônica do jornalismo na emissora do Morumbi. Um exemplo é a série de editoriais lançados contra Lula e o MST, recheados de adjetivos como "bandidos". A raiva da Band era motivada, de acordo com o presidente da Frente Parlamentar da Terra no Congresso Nacional, o deputado federal Dr. Rosinha (PT-PR), pelo fato dos Saad serem proprietários de "16 fazendas com 4,5 mil hectares em São Paulo".

Na edição de hoje do "Jornal da Band", Bóris Casoy pediu desculpas por seu comentário "infeliz":



Aí eu pergunto: é suficiente?

No Twitter, o autor do blog Poltrona, Ale Rocha, lembrou que, "por muito menos, produtores, repórteres e outros funcionários sem status são demitidos", e perguntou qual o destino que a Band dará a Casoy. Nenhum? Um pedido seco de desculpas de cinco segundos?

Vamos ajudar a repercutir essa cena patética. Se você tiver um blog, comente o assunto e envie links para as pessoas. Mande e-mails para a Band. No Twitter, que está com tanta visibilidade, use a hashtag #foracasoy. Quem sabe a Band não se sinta obrigada a repensar seu jornalismo, nem que seja para evitar uma perda de prestígio!

Comentários

  1. E por acaso o MST não é composto por bandidos??
    O PT não é o aproveitador da hora??
    Acorda, redator. Ou tambem tem um "carguinho" com essa turma ou na milicia?
    Infelizmente nesse Pais tenho que ficar anonimo... que droga !!!

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  2. Não tenho nenhum "carguinho", mas achei muito estranha o tom "feroz" do editorial da Band. E, em seguida, encontrei matérias de gente falando que foi feito em defesa de interesses privados - usando concessões públicas.

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  3. Acredito que o comentário não foi "preconceituoso e reacionário". Qualquer um de nós tem o direito de achar o que quiser de e de quem achar devido. É claro, não em uma mídia de massa como a TV, porque aí sim, torna-se um ato preconceituoso, pois exprime um sentimento pessoal a milhões de pessoas, sem nenhuma utilidade. O caso foi um acidente, acredito. Pior é ficar procurando detalhes irrelevantes para justificar atos de um partido, este sim, reacionário e vingativo, pois perdeu a revolução e agora, por um descuido da história e de nossos eleitores ignorantes, estão por aí a se vingar dos verdadeiros heróis, que evitaram a instauração de um regime antidemocrático no País.

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  4. O que este apresentador pensa dos garis deve ficar para ele, jamais poderia fazer um comentário desse em um telejornal!
    falta de respeito e de ética, o que a band faz com um jornalista desse porte?
    devia ser demitido!

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  5. Ao penúltimo anônimo: o PT está muito longe da perfeição - tão longe quanto qualquer partido. Acho que a questão não ficou bem explicada no post.

    O problema não é o "ataque" a Lula e ao MST. O problema é que há indícios/denúncias de que o editorial da Band estava ali apenas para defender interesses da empresa, distorcendo informações.

    A Band é contra um projeto do Lula para estabelecer índices mínimos de produtividade. Os tais índices serviram como base para que o editorial começasse a questionar a relação de Lula com o MST naquele tom muito mais passional do que se esperaria até num editorial!

    Na Retrospectiva da TV, o assunto voltou a ser tocado. Disseram que os produtores rurais teriam que produzir até duas vezes mais para não perder suas terras. Será que isso aconteceria com TODOS os produtores rurais, ou será que as fazendas dos Saad é que estavam tão abaixo dos índices propostos que teriam que dobrar a produção?

    Na verdade, o problema é ainda maior. Alguém falou sobre o que são essas metas de produtividade? Isso é, enfim, uma institucionalização da reforma agrária (que inibiria até os excessos do MST) ou é só uma medida eleitoreira, já que foi falada no final de 2009, um ano antes das eleições?

    Não sei, ninguém discutiu isso! Quem tocou no assunto foi a Band, e, mesmo assim, ficou parecendo só uma porta-voz de latifundiários, vomitando verdades "absolutas" que PODEM ter sido ditas somente para defender interesses pessoais de seus donos.

    E é aí que a imagem dá uma manchada!

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