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Escolha do padrão de rádio digital pode prejudicar emissoras comunitárias

O padrão de rádio digital a ser escolhido é decisivo para as rádios comunitárias. Isso porque um dos modelos analisados, o HD Radio (versão do padrão norte-americano IBOC, ou In-Band On-Channel), usa softwares pagos.

Apesar do governo federal ter emitido, há quase um ano, Portaria criando o Sistema Brasileiro de Rádio Digital (SBRD) que estabelece, entre outras medidas, "viabilizar soluções para transmissões em baixa potência, com custos reduzidos" - texto integral disponível no site do FNDC -, ainda há chances do sistema norte-americano ser adotado no Brasil. Isso porque a Portaria, emitida no último dia da gestão de Hélio Costa à frente do ministério das Comunicações, apenas estabelece as diretrizes que deverão nortear a decisão da pasta, e, portanto, não elimina a concorrência entre os sistemas IBOC e DRM.

Ouça o então ministro Hélio Costa, em 2009, falando sobre as vantagens e desvantagens de cada sistema em programa da Rádio Senado.

O pesquisador de rádio digital do Coletivo Intervozes, Arthur William, explicou para a reportagem da Agência Pulsar Brasil que o HD Radio (IBOC) pode custar R$ 10 mil por ano às rádios, valor inviável para qualquer emissora comunitária.



Segundo a matéria da Pulsar, as rádios comerciais defendem a adesão ao padrão HD Radio porque "garantiria menos concorrência devido ao alto custo. Já os movimentos sociais que lutam pela democratização da comunicação querem que a escolha do padrão de rádio digital passe por consultas e audiências públicas".

Arthur William explica que existe o interesse da sociedade civil em garantir não apenas melhor qualidade, mas também multiprogramação, interatividade e diversidade de canais. Ele explica que essas possibilidades existem com o uso de padrões que apostam no software livre.



Com informações da Agência Pulsar Brasil.

Comentários

  1. Sobre isso não faria falta nenhuma, tais rádios que se dizem comunitárias estão a kilometros de distancia do que deveria ser.

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  2. nao importa potencia da radio, o que importa é a qualidade, e opçóes.

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  3. e ainda dizem que querem 85% dos municípios com rádios comunitárias!

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