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Eu, rádio, blog, marketing etc.

Ia escrever no Twitter, mas quis comentar mais e aqueles 140 caracteres não dão pra nada algumas vezes. Li hoje um artigo do Luiz Henrique Romagnoli no Rádio Agência e coloquei o link lá. E coloco aqui também, no mesmo TinyURL: http://tinyurl.com/akrbwo

Comentei, ainda no Twitter, que comecei a ouvir FM com 5 anos, mas peguei uma FM mais consolidada do que a do começo da década de 80. E que dá muita saudade!

Não sei se é porque sempre gostei de rádio, mas imagino que quem ouviu Transamérica, Cidade, Manchete, Jovem Pan e - por que não? - Metropolitana, nos anos 80 - e em parte dos 90, também - não tem como não gostar de rádio! Não me lembro muito bem da Bandeirantes pré-Band FM, que tanta gente elogia, mas todas essas que citei eram ótimas. Cada uma tinha uma plástica própria bem definida, com vinhetas e chamadas que até hoje ficam na cabeça (quem gosta de rádio e ouviu a Cidade não tem como esquecer das suas vinhetas).

Acho o rádio de hoje mais pasteurizado. Não é necessariamente ruim, mas é diferente. Parece que tinha mais "calor humano" antes, e mais criatividade. Hoje tem tanta rádio com o mesmo padrão de locução nas vinhetas, com a mesma programação musical, o mesmo tipo de promoção...

Lembro do "Transalouca" (o do fim de tarde, não o programa de entrevistas que concorre com o "Pânico"), "Transa a Três", "Rádio Escuta", "Sarcófago", do "Naftalina" às 13h, seguido pelo "Adrenalina" às 14h na Transamérica; dos três programas românticos tradicionalíssimos da Cidade ("Vale a Pena Ouvir de Novo" ao meio-dia, "Amor Sem Fim", com vinheta em cima de "Endless Love", do Lionel Richie e Diana Ross, no fim de tarde, e do "Love Songs" de noite), dos pedágios, piruinhas, do "Café com Bobagem" quando era engraçado e até do comercial do restaurante Marquês de Marialva, que passava na Metropolitana. Fui na Haddock Lobo, 1583 (endereço do final do anúncio - Marquês de Marialva / o restaurante que você esperava / a nobre cozinha portuguesa com certeza / Marquês de Marialva) e tinha uma loja no lugar do restaurante.

Enfim, nesse fim de tarde do domingo de carnaval só digo uma coisa: é um saco não ter tesão pelo que se estuda e/ou vai trabalhar. Vou acabar esse curso de marketing porque já gastei muito tempo da minha vida nisso e, bem ou mal, devo ter me esforçado um pouco. Também nem cheguei a trabalhar com marketing ainda pra saber se teria algum tesão, mas imagino que, mesmo se tivesse, seria diferente do tesão que me faz manter um blog que pouca gente lê só pelo prazer de falar do que gosto.

O anônimo que "criticou a minha crítica" ao Alexandre Porpetone outro dia disse que eu parecia nem entender de jornalismo. É óbvio, não sou jornalista! Só escrevo sobre o que gosto, com um cuidado que pra mim também é óbvio: não escrever de qualquer jeito por falar de assuntos que podem ser interessantes pra outras pessoas.

É por isso que eu coloco nas minhas metas-metódicas pra esse ano não ficar estagnado num emprego e curso que eu não gosto. Nem que seja dar algum passo em direção a essas coisas que me dariam o tesão que eu falei aí em cima. E sabe que jornalismo virou opção? Não sabia que gostava de escrever até ver que consigo manter esse blog com textos gigantescos há quase um ano. E é isso.

Ficou meio "querido diário", mas é domingo de carnaval! Dá pra dar um desconto...

P.S.: Não é de todo o mal o marketing. Me percebo falando de marketing aqui pra caramba, com uns conceitos que só aprendi porque faço o curso. E é por isso que não quero ficar aqui dando uma de jornalista - aprendi alguns conceitos de marketing, os de jornalismo ainda faltam!

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